4.12.06

Depressão, ansiedade e pânico. Leiam com atenção a íntegra de um valioso e preciso comentário postado hoje por Maria: "Basicamente a sintomatologia da depressão clássica é aquelas que todos sabem: tristeza, desânimo, 'queda de energia', sentimento de fracasso etc. Porém, não existe só isso por trás de uma depressão, também por conta dos fatos químicos e psíquicos que a envolve. Um exemplo disso seria a forma que se dá a depressao na infância. Ou, no meu caso, mais precisamente. Quando mais nova, tive um episódio de depressão que não girava em torno de uma tristeza, e sim daqueles pensamentos repetitivos, da ansiedade e da angústia, que culminavam na tristeza. Tinha também ataques de ansiedade. Porém acabaram por não se desenvolver em crises de pânico. O problema é que a depressão mexe com o seu psíquico como um todo. Você mesmo é um exemplo disso. A síndrome do pânico é um efeito psicossomático. Uma explicação melhor para isso seria: você não consegue 'viver' o sentimento, então você o expressa de uma forma física. Eu não sei, bioquimicamente, como isso ocorre, mas é assim que as crises costumam se dar. São somatizações. Na verdade, isso tudo é uma junção do que a minha psicóloga tem me dito e do que eu tenho lido. Então, claro, pode ser que contenha erros. Mas, isso tudo que eu te escrevi, faz muito sentido pra mim, aplica-se bem ao que eu vivi. Depois escrevo para você contando do meu caso atual de depressão, para compartilhar a diferença de pensamento e de sintomas, dessa vez, em relacao a primeira vez que vivi o quadro depressivo".
Maria, obrigadíssimo pela colaboração!!!

Depressão, ansiedade e pânico. Fui diagnosticado com síndrome do pânico e, em seguida, acometido por depressão grave. Isso foi há quase 15 anos. Os sintomas sempre existiram, desde minha infância, e tornaram-se menos discretos com o passar do tempo. Eu era incapaz de descrevê-los e não existia internet. O assunto era um tabu e a informação restrita a médicos. Os outros achavam que era frescura, chamavam meus colapsos de "pirepaques" ou "tremeliques". Lembro-me de ter feito eletroencefalograma, para verificar se tinha problemas neurológicos. Ninguém ventilava a hipótese dos sintomas serem psiquiátricos, pois esse assunto era apavorante. Passei por péssimos bocados. Ao receber o diagnóstico de pânico, tentei superar os sintomas só com força de vontade, claro que sem sucesso. Sofri muito e à toa por causa disso: se arrependimento matasse... Após o início da medicação prescrita, as crises foram se espaçando e a depressão melhorando. Se fosse em outra época, acreditem, certamente seria internado num hospício. Agradeço a Deus, todos os dias, pela evolução da medicina.
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