29.11.06

Os pensamentos suicidas, por vezes, aparecem, como forma de aniquilar a dor mental. Respeito aqueles que já cometeram suicídio, mas DISCORDO muito dessa atitude. Os deprimidos, mais cedo ou mais tarde, se tratados, livram-se da paralisia depressiva, ao contrário dos portadores de outras doenças. Por isso, peça ajuda, dê tempo ao tempo, insista no tratamento, fique no escuro, grite, durma, não coma, consulte outros médicos, desabafe as angústias escrevendo um diário, faça um blog, ligue para um amigo, soque o travesseiro, perca o emprego, procure por grupos de ajuda, mas JAMAIS tente cometer suicídio: faço esse pedido a todos, sem exceção, do fundo do meu coração. Lembre-se que um dia você andou e, mais cedo ou mais tarde, um dia você voltará a andar. Eu garanto, confie em mim. Sei como são as dores mentais, pois já sentei várias vezes na "cadeira negra de rodas da depressão" à beira do vale dos suicidas. Passei por vários psiquiatras e, infelizmente, constatei que muitos deles são incapazes de compreender a gravidade do assunto, justamente pela dificuldade de se entender o que é uma dor-de-cabela sem jamais ter tido uma. Para tudo tem um jeito, menos para a morte. Se a situação estiver muito insuportável, procure no Hospital das Clínicas de São Paulo pelos tratamentos EMT e ECT. O EMT é uma moleza. O ECT, apesar de ser indolor, requer uma preparação psicológica. Sugiro uma visita ao local antes da aplicação, para ver como se sente. Eu tive diversos ataques de pânico e muitas crises de choro até, que meu médico compareceu ao hospital. Concordei em realizá-lo com a condição de que ele ficaria ao meu lado o tempo todo. Um dia desses escrevo sobre essa experiência. Eles são uma boa alternativa e costumam ser indicados para idosos: uma moleza. Nada se compara ao sofrimento da depressão. Estou aberto a esclarecer dúvidas e receber críticas, pois a vida é um eterno aprendizado.
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Olá, estou de volta! Tenho imensa satisfação em ler os comentários deixados neste blog. Para tentar dar alguma luz a quem está na escuridão, reitero aqui o seguinte ponto de vista: estou absolutamente certo de que a depressão é uma doença que, num futuro breve, poderá ser curada. A depressão fica incubada no organismo, por vezes dá sinal de sua existência e vem à tona quando a pressão aumenta. Se alguém propenso a ter problemas no sistema circulatório corre uma maratona, é possível que ele tenha, por exemplo, um ataque cardíaco. Da mesma forma, se alguem propenso a ter problemas no sistema nervoso submete-se a uma perda ou stress (maratona emocional), é possível que ele tenha depressão ou pânico. Por isso, não se culpe por sentir o que sente. Apesar de não haver cura, há remédios e tratamentos eficazes. Procure um médico e peça ajuda! Saiba que só terapia não cura a depressão. Todavia, ela ajuda a identificar os sintomas da depressão ou pânico (dores mentais), aumentando a compreensão e melhorando a qualidade de vida.
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Gene é ligado à depressão
11/10/2006
Agência FAPESP - Uma variante do gene transportador de serotonina, em combinação com o estresse, pode causar uma predisposição à depressão ao causar superatividade em uma parte do cérebro, segundo estudo publicado na edição de 10 de outubro do periódico Proceedings of the National Academy of Sciences (Pnas). A variante curta do gene transportador de serotonina já havia sido associada à depressão em pessoas com alto grau de estresse, mas a base neural não era conhecida. Uma hipótese anterior sugeria que pacientes com a variante do gene curto ativariam fortemente a região das amígdalas cerebrais - lóbulo arredondado na superfície anterior do cerebelo - em resposta a estímulos emocionais. Segundo o modelo desenvolvido no novo estudo, no entanto, a presença da variante curta não aumentou a reação da amígdala ao estímulo emocional, mas elevou sua atividade durante o repouso. A equipe de cientistas norte-americanos e alemães, liderada por Turhan Canli, do Departamento de Psicologia da Universidade Stony Brook, nos Estados Unidos, utilizou uma técnica de captação de imagens cerebrais para determinar como o gene e o ambiente poderiam de fato interagir no cérebro. O estudo considerou 48 adultos com idade média de 24,7 anos. Os critérios excluíam quem tinha histórico de psicopatologias diagnosticadas ou uso de medicação que alterasse o comportamento. Os participantes foram submetidos a questionários sobre o histórico de estresse, incluindo itens ligados a trabalho, problemas legais e financeiros, relacionamentos, morte e doenças sérias na família. Os pesquisadores utilizaram imagens de ressonância magnética funcional para medir o fluxo sangüíneo em regiões específicas do cérebro. A mensuração da atividade cerebral é considerada um indicador mais sensível das respostas emocionais do que os métodos tradicionais fundamentados na descrição verbal do paciente. Os resultados mostraram que, em vez de ser superativada em resposta a estímulos emocionais negativos, a amígdala cerebral das pessoas com a variante de gene curto ficava superativa mesmo em estado de repouso, particularmente nos indivíduos com altos níveis de estresse. Pessoas nessas condições mostraram um fator de risco para depressão em relação aos que possuem a variante longa do gene. O artigo Neural correlates of epigenesis, de Turhan Canli e colaboradores, pode ser lido em http://www.pnas.org/cgi/reprint/0601674103v1.